Estamos vivendo em um mundo
dinâmico e que se transforma de maneira cada vez mais rápida, muito em função
da evolução tecnológica e, portanto, se faz necessário para qualquer
profissional buscar atualização constante.
O Capital Intelectual do
empreendedor ou executivo, está contido em seu portfólio, aquilo que ele traz
consigo, somando seus aprendizados teóricos e práticos durante a carreira e a
própria vida.
Na verdade, como empreendedor,
muitos dizem que a parte mais difícil não é ter uma ideia espetacular e sim ser
capaz de implementá-la com rapidez e competência, e isto demanda ter o
conhecimento técnico, ter o entendimento do mercado e as habilidades
necessárias para planejar, executar, avaliar e fazer os ajustes necessários
para um negócio ser bem-sucedido. Toda esta competência, que poder estar
presente em diferentes pessoas envolvidas com o projeto, e as habilidades
necessárias, fazem parte do que estou chamando de Capital Intelectual.

Durante minhas entrevistas com profissionais contratados como funcionários que fizeram a transição para o empreendedorismo, ficou muito clara
a importância do Capital Intelectual. Muitos dos entrevistados apontaram a
importância de conhecimento do segmento de atuação, além do destaque ao
conhecimento relacionado à tecnologia, pois foi antecipando uma mudança
tecnológica, que permitiu a alguns deles identificarem uma oportunidade de
negócio para investir.
Também foi mencionado durante o
processo de entrevistas, a capacitação de mão de obra e a seleção de
profissionais com as competências para construção de valor no empreendimento.
Não só no momento inicial, mas durante todos o desenvolvimento e nas alterações
do negócio.
Durante um processo de mentoria
profissional no ano passado eu perguntei ao mentorado, que atua na área de
gestão em vendas, quando ele tinha feito o seu último curso ou treinamento
formal. Após pensar bastante, mencionou que tinha feito vários cursos nas
empresas multinacionais em que tinha trabalhado, mas por conta própria, o
último treinamento tinha sido feito há uns 20 anos.
Eu então perguntei como ele
achava que isto seria visto por um recrutador que a iniciativa própria para se
atualizar, ou mesmo que já sabia tudo o que precisava. Ele mesmo trouxe a
conclusão que suas chances seriam muito reduzidas com uma percepção destas. E se
procurasse para uma posição executiva e ele me respondeu que isto poderia dar
impressão de acomodado ou sem interesse.
A grande maioria dos estudantes
busca o diploma, mais que o conhecimento ou estão muito iludidos com as
consequências na carreira após a conclusão do curso. Eles acreditam que irão
ser promovidos, ou conseguiram mudar de carreira, ou terão aumento de salário,
somente por terem concluído o curso universitário, de qualquer que fosse a
graduação. Sabemos por experiência prática que isto tem pouca chance de
acontecer, sem algo mais. Diploma não é capital intelectual. É preciso ter
absorvido o conhecimento e ser capaz de aplicá-lo e se tiver várias
experiências de aplicação, melhor ainda.

Recentemente em uma palestra com
um amigo, falávamos sobre o capital intelectual e a sua importância para as
empresas, quando ele me indicou a leitura do Livro: “Os sete hábitos das pessoas
altamente eficazes” – autor: Stephen Covey.
Ele mencionou que esse livro soa como: “continuar afiando a faca ou o instrumento
de corte do seu trabalho”. Que significa, continuamente desenvolver o seu
capital intelectual, suas capacidades, seu conhecimento e competências para
antecipar demandas profissionais e oportunidades, para agir e conquistar
resultados diferenciados, podendo ser como executivo no mundo corporativo ou
inovando como empreendedor.
Podemos colocar na lista do
capital intelectual a capacidade de se comunicar em diferentes línguas,
barreira para muitas pessoas que até gostariam de trabalhar em uma
multinacional, mas não dominam outro idioma. Portanto, não são apenas cursos
formais e longos que geram mais capital intelectual. É possível aprender também
em atividades curtas, como uma palestra ou fazendo um curso de poucas horas na
internet.
O que considero mais importante é
ter atitude de continuar aprendendo sempre, e poder agregar capacidades à sua
“caixa de ferramentas” profissional, de maneira contínua e coerente. Isto pede
um pouco de reflexão sobre em que áreas você é bom, de quais assuntos gosta, o
que pode ser demandado no mercado, e como você pode aprender e experimentar
coisas novas nesta intersecção de respostas, desde que tenha foco em aplicar e
como usar suas competências e a partir daí elas serão diferenciadas,
valorizadas e requisitadas.
Você tem um plano para aumentar seu capital
intelectual? Não?!pois então eu te recomendo correr para busca-lo! Lembre-se: “Quem
tem conhecimento tem o poder! ”
Postado por Valéria Albuquerque - Pedagoga e Consultora Empresarial - Coach Executiva e de Negócios - Real Consultoria e Serviços.